terça-feira, 31 de março de 2009

NA AVENIDA

Sob a luz, os cabelos lisos,
a suavidade do vento no rosto...

E seus seios, suas pernas desconcertantes,
as formas da claridade de um dia,
e carros passam desnecessários.

Há os gestos e os silêncios das pessoas,
nos olhos, as estátuas de um contato
ou o sentido de uma pele perfumada;

nos braços, o estabelecido,
as mãos vestidas como roupas,
em seus lábios, uma alma inicial.

E os soldados invisíveis que vigiam...
E seu corpo tão macio e imaginário...
E as pessoas que passam na avenida.

2 comentários:

Nydia Bonetti disse...

"E os soldados invisíveis que vigiam...
E seu corpo tão macio e imaginário...
E as pessoas que passam na avenida."

E este poema me encantou... Bonito demais.

Beijos

Roberto disse...

Nydia:
Como sempre gentil, inspirada, motivada e dando sentidos a minhas palavras... Muito obrigado!
Gostei muito de sua visita.