quarta-feira, 11 de novembro de 2009

ADVENTO

Das profundidades do dia,
chego com minhas substâncias:
meus sólidos passos,
passos decisivos.

Suor já seco e incrustado,
pele escamosa, pele dura,
homem encerrado,
mãos inexistentes.

Suponho-me ar,
temeridade dos olhos,
brisa gélida,
noite.

5 comentários:

Maria Ribeiro disse...

COSTA CARVALHO: AFINAL, -que patareca que eu sou!- já o tenho nos meus favoritos...PEÇO PERDÃO... sÃO TANTOS OS FAVORITOS QUE ATÉ ME PERCO...
BJS DE LUSIBERO

Maria Ribeiro disse...

COSTA CARVALHO: quem chega ao fim do dia...não pode ter essas mãos duras... já basta a dureza da vida!
POEMA LINDO, simples e intimista... SINTO-ME NESSA ONDA, apesar do comentário...
BJS DA LUSIBERO

Patricia disse...

você esqueceu de mencionar seu coração... Esse aí, tão generoso e lindo....

Muita saudade de você...
beijo
Pat

Nydia Bonetti disse...

Estas indas e vindas nos cansam, mas são necessárias, nos abastecem.

Sou bem assim, Roberto. Se vou, quero ficar. Se fico quero ir. A rotina cansa. Sair dela também.

Mas, chegadas e partidas são só pedaços. E mãos que escrevem um poema assim, com certeza existem... Beijo!

julia disse...

Oi Roberto
Muito lindo e sentidos seus textos
beijo e saudades